O ano de vestibular nos prega essa peça. Às vezes até ensaiamos uma tentativa de fuga, mas a pressão por um resultado positivo suga todas as nossas energias. Sem perceber, condicionamos nossa felicidade à nossa vida pós-vestibular. Um erro absurdo. Primeiro, que vamos deixar de curtir o presente, que é a vida real. Segundo, que esse tipo de condicionamento é deprimente e acaba atrapalhando diretamente no rendimento dos estudos.
Vale a pena condicionar a felicidade? Sim! Mas não para um futuro longínquo. Nós só conseguimos assimilar poucas coisas de cada vez. Proponho duas mudanças:
1) perca o medo de estudar nos sábados, domingos e feriados, nas férias e até mesmo nas madrugadas sem sono; além de existir privações muito maiores e mais sérias que essas, a motivação só aumenta quando se percebe que, a cada dia, se progride mais;
2) condicione sua felicidade para a sua noite de sono, determine o estudo de um tópico de um conteúdo para um determinado dia e, quando alcançar esse objetivo, sinta-se satisfeito; não se esqueça: com um punhado de terra por vez, se constrói uma montanha.
Novamente: o futuro não existe. Quando ele chega, passa a ser o presente. Ou seja, nós só, e somente só, vivemos o presente, então nada mais justo com nós mesmos, do que dar valor ao agora. Pense muito no futuro próximo. Ele vai se encarregar de ajeitar o futuro distante.
Tranquilidade e bons estudos.

