Sair como vencedor numa roleta com mais de 50 milhões de números é o que muitos pensam que são capazes quando saem jogando no lixo, semanalmente, seus reais na famosa mega sena. Esse tipo de sorte não interessa. Não vale a pena pra quem quer ser bem sucedido, a começar com uma aprovação no vestibular. Pra se conseguir dinheiro é preciso trabalhar, ter inteligência, conhecimento e criatividade, atributos que, no geral, não dependem de sorte alguma.
Porém, existem "sortes e sortes". O primeiro tipo de sorte é aquela da loteria, uma das perdas de tempo mais famosas. O segundo tipo de sorte é aquela que, inevitavelmente, acompanha os bons, ou seja, aqueles que batalham pelos seus sonhos.
No ano de vestibular, a sorte pode ou não estar ao seu lado em várias ocasiões. Você pode pegar uma forte gripe justamente na semana em que o professor do curso pré-vestibular iria ensinar o conteúdo que você mais tinha dúvidas. Ou pior, você pode gripar na semana da prova. Porém, pode acontecer de você esbarrar num livro de Física, na biblioteca, que te faça entender tudo sobre associações de resistores que você lutava pra assimilar nas últimas 20 horas de estudo ininterrupto. Esse é o tipo de sorte que dá arrepios e faz os esforços na vida valer a pena.
Esqueça o papo furado de que dá pra contar com a sorte, na hora da prova, quando não se estudou o necessário. Também não caia na história de que a sorte é pra quem não batalha. A sorte é justamente o prêmio àqueles que mais buscaram seus objetivos. É uma palavra essencial à elaboração de uma questão discursiva ou uma alternativa de uma questão objetiva que vem à cabeça na última hora e te dá o prêmio da aprovação.
Contar com a sorte dá certo, mas ela só te acompanha se você fizer a sua parte.

